10.2.06

Fragmentos cômicos de não sei o quê e de quase sei

Tenho a impressão (quase certeza) de que por onde eu passo atraio discórdias... Assim, inconscientemente, sem esforços, sem intenções. É o simples fator Eu, apenas a minha presença num ambiente qualquer...
Quando entro na vida de alguém trago comigo vento e problemas (?) Não sei bem o que pensar a respeito, só sei que ando reparando nisso.
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Saiu correndo em poucas roupas, cabelos soltos e com uma garrafa de vinho nas mãos. Pisou na rua, no asfalto, caminhou por quarteirões vazios e com aroma de noite na cidade. Talvez encontrou um oásis, uma árvore isolada, num lugar alto de onde pode avistar apenas a Lua lá encima e pontinhos de luz embaçados lá embaixo, luz de postes... E faróis de carros. Quem será que está dentro daquele carro lá longe?
E ela lá. Solidão. Ar fresco. Ela, sua velha companhia.
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- Olá! Que saudade, seja bem-vinda mais vez!
Será que estou te encontrando, reencontrando, remontando seus pedaços? Será isso bom ou ruim? Vou te pegar no colo para terminar de te matar, mas nunca se esqueça que gosto muito de você, minha menininha. Guardarei seu sorriso tímido na memória, seu jeitinho fraco e cheio de amor. Mas antes preciso viver-te novamente. Pode entrar!
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E nada de sono, nem vontade de tê-lo... Eu, estática. Imóvel em meu quarto ouvindo arquivo do rock... aff... E tenho lágrimas nos olhos (Olha! Veja só! São lágrimas mesmo!!!), tenho um aperto no peito... Uma pequena angústia chatinha incomodando, é uma pocinha de água de chuva turva onde piso o tempo todo de chinelo, pé pequeno e sujo de terra vermelha que espalha toda a pocinha de água de chuva, como numa seqüência de dèjá-vus, repetindo-se um após o outro...

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