24.3.06

Pirr pe rê ...

Pirr pe rê
Pirr fê lô
Piiii imm imm imm Ooo.

Corre Corre Coralina!
Vai pegar o trem
Sobe depressa, Sobe alegria
Vai para o Alto
Se lança na vida!

Quero-quero

Quero violetas na janela da cozinha
Chá de maçã e aroma de doces
Quero a casa cheia, porém leve.
Cheia de pessoas humanas
- de gestos suaves e alegres.
Pessoas bonitas!
Quero a luz do Sol iluminando todos cômodos. E a casa limpa.
Quero um vestido elegante e confortável,
Quero um sono que descanse a minha pele.

Quero meu pai e meu irmão de volta para a casa,
E felizes também.
Quero atividades sadias,
Quero me envolver com alguma atividade
- com seriedade, de verdade, e não superficialmente e sem vontade.
Quero ter vontade.
Quero ter motivos, ou melhor,
Energia para os motivos!
Quero. Isso é um começo.

Mas no momento me joguei sobre a cama, roupão de banho cor de rosa – ao menos tomei um banho – ouvindo minha querida Janis, totalmente só. E tentando me entender. Enquanto isso minhas obrigações e responsabilidades estão arranhando a porta da sala.

Um dia para mim.

Flores para uma bela que sofre

Flores para uma bela que sofre.
Água para a rosa que murcha.
Infinitos sopros de angústias e alegrias...
Ventos que rodopiam no quintal...

E flores no vaso,
Nas janelas,
E uma torta de maçã no forno, para a casa - que está vazia.

E então passa o tempo,
As flores secam,
A torta queima,
E tudo vira silêncio.
Apenas sopra o vento abafado mudando um pouco a poeira de um lugar à outro.

Para minha menininha...

Cuide de minha menininha,
Dê a ela brinquedos,
Leve-a passear no parque,
Conte histórias,
Penteie seus cabelos (ela não gosta de tranças).

Não esqueça da hora do almoço, do jantar e da hora de dormir,
E que a cama seja bem macia.
E que ao invés de bichinhos de pelúcia, a senhora ofereça um carinho, um cafuné.
E depois que o sono chegar não apague a luz do abajur! Não quero que ela se assuste.
E que nunca suma a rotina.
Que nunca acabe.
Nunca acabe.